Cartografia DR – 8ª semana – 11 a 15/02/2008.

Pesquisa prática: traduções – versões

POR TARINA

Os mapas mais estruturados como cenas e as traduções como versões. Não é a “não existência” de um produto, e sim um outro tipo de produto.
Dos nossos estudos nesta semana emergiu o entendimento de tradução como versão.
As nossas traduções pressupõem sempre um sujeito que é o tradutor , e desta forma tudo o que é traduzido é uma versão organizada pelo crivo deste sujeito. Como num documentário (ou reality show) onde não existe verdade e sim um ponto de vista (que pode ser mais ou menos revelado) dentre inúmeros possíveis. Aqui escolhemos explicitar a existência destes pontos de vista pois eles são sempre motor de nossos (des)entendimentos e discussões. É a forma mais ou menos parcial pela qual eu arrumo e expresso minhas percepções (baseada em experiências vividas e na minha interpretação destas experiências ) que é a minha versão.
O mapa como cena. O estudo destas versões com algo “para ser visto”. O que é que é preciso ser “mapeado” para estas estruturas/cenas serem possíveis (sem tornarem-se congeladas)? Além de propormos cenas através de mapas , no sentido inverso , também estudamos como ler e desenhar um mapa de uma “cena”, tornando este procedimento parte de nosso acervo mapeado.

POR MARA:

Tarina – 3 versões sobre projeto – texto conceitual para Sheila / texto dramático para Mara / música para Laura – foco: versões precárias que investem nas dificuldades e fragilidades.

Mara – transcriação sobre texto proposto por Laura (semana anterior) –
Questões:
1.Quais objetivos comuns? (projeto, propostas e entre nós)
2.Identificar especialidades
3.Qual noção de eficiência desse projeto?

Proposta para duos:
…lugares para situar-se…focos para desenvolvimento
– partes do corpo
– manipulações
– pausa (para si e outro)
– precariedade (execução / lógica / composição)
– fragilidade (exposição com ou sem controle)
Uníssono (vinculado as questões acima)
1.estar junto
2.buscar/definir função
3.escolhas sobre lugares acima, enquanto procedimentos/táticas para Cartografia.

Duos:
Sheila – Laura
Mara – Tarina

Discussões:
Acerca das questões levantadas e experimentos realizados.
Como observamos os procedimentos e experimentos que realizamos?
Como propomos reflexões sobre procedimentos e projeto?
A questão sobre objetivos comuns entre nós e especialidades nos direcionou a essas perguntas, indicando distintos recortes de observação que chamamos de camadas (poderiam ser níveis ou perspectivas ou …) em relação aos procedimentos testados.
Como observamos um experimento? O que se torna relevante?
Movimento? Lógica para composição/organização dos movimentos? Assunto? Concepção geral?
Talvez essas sejam possíveis camadas, que se relacionam, mas que dependendo do olhar delimitam distintos parâmetros organizativos. Ou não. E/Ou delimitam campos de interesse, campos de ação, campos de aproximação – sentidos para o movimento que co-existem.
Com qual lente tendo a observar as relações implicadas na dança? O que me move para e na dança?

POR SHEILA:

Continuação dos estudos dos campos de estratégias Caixa Econômica RJ e SP

– Espaço/ Reality show/ Foto/ Música/ Vídeo
– Performance/ Comportamento/ Justifivativa
– Precariedade/ Fragilidade/ Processo-produto
– Tradução/ Recorte/ Antítese/ Tese/ Síntese
– Uníssono/ Relação/Afirmativo: solo, duo, trio
– Conceito / Textos:modernos,contemporâneos/ Site/ Teóricos

Como o sentido do espaço ao construir procedimentos pode identificar o ambiente que estamos construindo?Quando os procedimentos são feitos o ambiente também se configura? De que maneira?

ADERIR/ OU /NÃO
Evidenciar como cada integrante lida com as próprias lógicas relacionadas aos ASSUNTOS.
Intensificar como cada integrante demonstra suas habilidades específicas.
A escolha do assunto(s) permite que as idéias em transito das integrantes seja aderida pela continuidade dos assuntos, ganhando justificativas na dramaturgia.
Pistas relevantes são vistas nas relações de texto-movimento-tradução-composição, que revelam uma provocação REALITY-COMPORTAMENTO-CAMPO DE PESQUISA-PROCESSO-PRODUTOS acordos que transpõe a “realidade” das ocorrências são percebidos ora frágeis e ora consistentes.

POR LAURA

Do assunto tradução desmembrou-se o assunto versão; como uma possibilidade mais ampla de interpretação. Essa ampliação do campo de possibilidades evidenciou as especificidades do olhar de cada uma, do filtro que usamos para ver as coisas. Percebemos, com esta diversidade de filtros, algumas camadas possíveis de se identificar em uma mesma proposta. Enquanto uma evidenciava a camada do movimento de uma proposição, outra se ocupava das relações compositivas, a terceira enxergava a lógica cênica e a quarta a dramaturgia ou tema tratado. Estas camadas de um mesmo procedimento parecem referir-se a escalas de observação, da micro à macroscópica;
de um plano mais fechado para um plano mais aberto; zoom in e zoom out. Em cada procedimento cada uma ocupa determinada camada, dependendo da tarefa/função/posição em que se encontra. Ou seja, apesar de identificarmos uma tendência natural de cada uma por um filtro específico, descobrimos que a rotatividade entre tais camadas também existe, interessa e é fértil.

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