Cartografia DR – 5ª semana – 17 a 21/12/2007

Pesquisa prática: mapa de tradução – continuação…

Anotações do quadro – dia 18/12 (direções dessa semana)

Questões gerais:
– Como nós estudamos o 1, 2, 3?
– Qual/is lógica/s de estudo de composição?
– O que é recorrente (tendência/insistência/hábito) em relação às escolhas e interesses de cada uma no 1, 2 e 3?
– Existe algum limite de diferença na tradução de cada número?
– Existem informações que preponderam e pulam nos 1, 2, 3 que hibridizam as “regras” de cada indicação/momento/número?

1 Estudo físico das possibilidades de disparo (enumeração do que já apareceu)
– experimentar um foco físico por um tempo (o nº 2 dá o tempo dessa experimentação)
– como formalizar: estudar a formalização, quando decidir comunicar a resolução (seqüências coreográficas)

2 Ampliar noção de clichê para a objetivação do 1
– cena teatro (narrativa) {originalmente: Tarina}
– “estilo” dança {originalmente: Mara}
– gesto “decodificado” {originalmente: Sheila}
– fala/descrição

3 Recorte do 2: da “idéia objetiva” (do que comunicou) para algo mais abstrato/físico/subjetivo
– tempo/espaço
– tese + antítese
– fala ou não

POR MARA:

Nessa semana continuamos a investigar o mapa de tradução. Levantamos diversas questões e possibilidades de realização compositiva (vide anotações do quadro do dia 18/12).
Um dos focos mais relevantes que identifico, nesse momento, é o levantamento de possibilidades de elaboração de cada proposta referente a cada número, sobre como propor/realizar pesquisa de movimento no 1; como traduzir objetivamente no 2; e como recortar/sintetizar idéia “principal” no 3.
Esses recortes têm relação direta com a lógica de organização e interesses que cada uma, e são importantes reveladores dessas distinções entre nós 4. Essa explicitação das diferenças/discordâncias gera parâmetros de análise sobre como entendemos comunicação, pontos centrais das questões e relevâncias.
Enquanto ponto de concordância entre nós entendemos a importância de discutirmos sobre as possibilidades realizadas e não realizadas esgarçando o campo de possibilidades, como:
– a relação entre números – sobre desenvolvimento do mapa como um todo;
– as diversas propostas que podem ou tendem a se compatibilizar em grupos – grupos de organização de propostas, de impulsos iniciais e lógicas operantes, e de desenvolvimento do mapa todo; por exemplo: se proponho algo no 1 que tem foco na relação com quem observa + foco de movimento existe uma tendência em direcionar para traduções mais próximas; assim como se a proposta tem atenção mais voltada à investigação de movimento no corpo (mais “abstrata”) tende a gerar traduções menos similares, dando margem a leituras com conexões mais dilatadas em relação à própria lógica e interesse do propositor 1. Enfim identificar regularidades nessa etapa parece de alta relevância para mapear com mais clareza nas regras e interesses e mais amplitude nas possibilidades

POR TARINA
Discutindo sempre

Esta semana foi uma semana muito legal para mim no DR. Uma das coisas que eu gosto mais em uma discussão é a possibilidade de mudar de idéia. Acho que foi Brecht (o dramaturgo) que disse que “todo homem tem o direito de mudar de idéia” ou algo parecido. Poder mudar de idéia é para mim um dos máximos da liberdade de pensamento.
Eu sempre tive uma certa imcompreensão com o mapa de tradução (proposto por Laura), eu pensava e dizia ( isso é o bom do DR , nós podemos nos falar sem ofender…): tem algo aí que eu me instiga , mas também tem algo que não sei o que é e não me estimula . E nunca teve a ver com o mapa em si , porque ele é uma mapa que para mim (antes de tudo) discute COMUNICAÇÃO , e isso é um dos assuntos que eu adoro, mas tinha mais a ver com algo relativo `a forma de apresentá-lo ou como ele podia ser visto. E também com o porquê de fazê-lo (se tinha clichê como assunto ou não, objetivo x subjetivo , dança x teatro x performance…)
Esta semana nós estudamos o mapa nos revezando entre as posições/jogadores e também nos propusemos a repensar de novo as regras/indicações. De alguma formaisto fez um sentido enorme no meu estudo de criação e fez realmente um sentido enorme entre co-autoria, antropofagia , reaproveitamanento e tudo isso mais em relação `a tudo o que está no mundo , e a forma como nos comunicamos o tempo inteiro. Eu entendi o mapa como um mapa de CRIAÇÃO , criação entendida desta forma toda coletiva (mas não sem perder a sua parte da história , a digestão que você fez de tudo aquilo : é mais ou menos assim tudo é de todo mundo , mas cada um tem uma parte que lhe reflete neste todo…)
Surgiram possibilidades novas como, por exemplo, estudar o mapa em vários dias , assim cada uma teria um tempo maior para elaborar sua jogada (não existem partidas de xadrez que duram dias?) e como isso tudo afeta nossa relação com o jogo …
E vamos seguindo. Reticências …

POR LAURA

Uma edição das possibilidades levantadas p/ cada ação

1 – comunicação subjetiva/abstrata; qualidade movimento, sensação física, coreografar seqüência, formatação/formalização cênica X estudo/pesquisa;

2 – comunicação objetiva/narrativa; gesto cotidiano, descrição/narração, ação objetiva, cena teatral, formatação/formalização cênica X estudo/pesquisa;

3 – comunicação objetiva – subjetiva; recorte, resumo, síntese (tese + antítese), imagem fotográfica, formatação/formalização cênica X estudo/pesquisa.

Uma edição de questões levantadas nas rodadas realizadas

A escolha feita em cada ação (dentre as possibilidades acima) tem implicação no campo de possibilidades da próxima;

O clichê pode aparecer nas três ações como ampliação do volume de imagens, intenções, discursos;

A rodada inversa (a volta) é contaminada pelo que se viu; a ação é manipulada pela observação e vice-versa;

Pensar e realizar ao mesmo tempo produz um formato híbrido entre estudo/pesquisa e formalização cênica que se aproxima muito de ‘jogo’ e de performance.

POR SHEILA

Pesquisa Coreográfica/ Mapas

Tradução

Tarefa

Sheila- observar frase de movimento realizada por Tarina.
Percepções a respeito da síntese/modos de olhar frases de movimento.

Sabendo que a tarefa é a síntese, percebi que muitos dos elementos utilizados pela Tarina pareciam sugerir síntese. Tudo que percebo já é um recorte…

A questão: A tática coletiva é circular pelos 4 pontos:disparo de movimento(1)/clichê(2)/síntese(3)/observação.

# pensando em pesquisar.
Quando respondo a uma das tarefas também posso prever as outras tarefas?Essa pode ser uma tática?

# Pensando que 1,2 e 3 passam em algum grau pela observação.
A resposta através de frase coreográfica/descrição/observação/síntese/cena teatral/ação de comer uma maça e outras por descobrir, validam sentidos particulares em cada tarefa.

#graus diferentes de comunicação/ campos de teste desconhecido.
Possibilidade de solucionar?
Evidenciar o processo de descoberta durante as ocorrências de movimento.
Dependendo das resposta de cada uma nas tarefas, o sentido do todo(1,2,3) caminha para campos específicos de comunicação.

pesquisa/ entrevista? : investigar através de perguntas para as pessoas,que noções de síntese estão permeadas no ambiente das pessoas, usar essa tática como possibilidade.

observador/ quando uma de nós fica de fora.
pesquisar possibilidades de ficar de fora observando, ampliar ações no campo da observação.

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