Cartografia DR – 4ª SEMANA – 10 a 14/12/2007

Pesquisa prática: mapa de tradução (postado dia 11/06/2007)

POR SHEILA ARÊAS
número 4

Estímulo
Preparação BMC – Tarina propôs massagem focando músculos/imagem esponjosa , sensação de úmido, pele deslizar,direção das fibras musculares.Variações dessas percepções ao estimular através do toque o corpo do outro.

* entendimento= após essa experimentação, a possibilidade de usar o estímulo muscular observando possibilidades de mudanças de tônus e outras variações na dinâmica e energia do movimento (a relação com o tônus altera energeticamente o movimento) podem linkar com a proposta do dia que é o estudo da Tradução.

*Conexões=pensei em utilizar essa informação muscular para engajar maneiras de dançar que alteram as relações que aparecem na tradução e também no uníssono.

#pensando sobre/idéias e possibilidades quem sabe:

Estudo da tradução

Para iniciar a divisão tarefa 1,2,3- realizaram sheila(1)- tarina(2) – laura(3)-mara observação.
1- criar uma seqüência de movimentos sabendo que vão ser transformadas em clichê e síntese.
O número 1-produz o primeiro disparo, em geral os movimentos são construídos em seqüência, frases coreográficas bem amarradas. Discutimos alguns pontos relativo a essa maneira de configurar o primeiro disparo de ação que serão transformados em clichê e síntese.Nesse formato voltando a percepções do número 1, Mara sugeriu que fizéssemos o número 1 sem seqüência ,mas com alguma indicativa que ressalte algum foco de interesse,qualidades físicas que possam ganhar campo de experimentação/exploração nesse caso talvez n com qualidades ,mais do que uma idéia ou improvisação que geralmente é o que nos utilizamos para construir.

Qual é o estímulo para se começar em 1?
Parece que um está permeado para o outro?
Ocorrências de movimentos que comuniquem transformações diferenciadas?
Será que especificar o número de cada uma pode ser possível trabalhar melhor as táticas de ação e pesquisar mais a fundo?

Que pontos de interesse na tradução aparecem?

Ensaio tradução com rodízio das posições de quem observa:

Percepção posição 1- na maioria das vezes os movimentos são construídos como seqüência coreográfica mais formalizada. Esse princípio gera determinados estímulos em 2 e três.
# Se o disparo do número 1 fosse de outra maneira?
A Mara experimentou o 1, movimentos que estavam conectados com um foco físico escolhido por ela,nesse caso o modo de abordar o foco estão nas possibilidades de lidar com esse engajamento durante a experimentação.
#Quando fiz o número 1 questões:
o foco de atenção muda, isso permeia a proposta que a Mara fez. Deixar o pensamento como em uma vitrine de ocorrências provocando comportamentos.Quanto tempo esse movimento(tempo,interesse,escolha do que fazer ) faz sentido.Como a experiência vai sendo construída aos poucos,estudo de identificação.

Percepção posição 2 – clichê/objetivação. Perguntas: Como e onde cada um entende clichê?
O estudo do clichê está em andamento.Alguns casos o entendimento de clichê e as diferenças dele na ação,provocam outras relações na comunicação.

Percepção posição 3 – síntese ainda em processo

# Um permeando o outro e talvez evidenciando os limites entre um e outro.Quando um se parece com o outro como podemos entender e diferença.As escolhas de falar, continuar fazendo e o não ver.

POR MARA

>>> Pergunta e reflexões do ponto de vista de participador do mapa de tradução, como número 1, 2 ou 3:

– Como traduzir informações de ações do outro, pela percepção enquanto observador?

— O que consigo perceber do outro é sempre um recorte daquilo que tenho condições de me relacionar nesse curto espaço de tempo – de realização do mapa (que é previsto para ocorrer entre 1. experimentação de movimento de uma pessoa – enquanto outra observa; 2. tradução do que observador assistiu do 1 em uma versão clichê, enquanto um terceiro observa; 3. tradução em síntese da observação do terceiro. O jogo roda nesse sentido entre observar para traduzir e não ver uma parte da tradução, dependendo do número, e ao final é realizada uma rodada ao reverso 3, 2, 1 com todos assistindo).
Como não existe muito tempo de experimentação, os números 2 e 3 enquanto observam números 1 e 2, respectivamente, já observam o outro sabendo que irão traduzir aquilo que vêem, ou seja, existe uma restrição e uma urgência nesse olhar que trabalha em ‘recortes’ e ‘representações’ possíveis dentro do imediatismo proposto para realização/resolução do mapa. Essa restrição (temporal) age diretamente sobre tradução/experimentação elaborada, ou seja, esse tipo de mapa até agora conta com leituras nessa relação –> observação – reflexão – tradução <– que se sobrepõem temporalmente, todas as ações acontecem simultaneamente enquanto elaboração. Essa é uma característica/condição do mapa.

… Ficam as questões sobre como explorar o que se vê; como não desviar das indicações de cada número e mesmo assim ampliar possibilidades de leituras de cada um.
Algumas possíveis soluções estão em pesquisar os movimentos sem necessariamente organizá-los em seqüências (já testado); explicitar que é um estudo; variação no tempo de investigação.

>>> Perguntas e reflexões do ponto de vista de observador geral do mapa:

– Qual sentido de composição geral? Existe/precisa de algum?
– Como pesquisar as relações estudo-mostra entre momento inicial e repetição final (rodada inversa) entre estudo velado e desvelado?

— Esse é um mapa que busca evidenciar a experimentação imediata e a condição de estudo envolvidas na tradução de experimentações em dança, sobre o que eu vejo do outro que me mobiliza a reorganizar essas informações. Existe ainda uma lacuna entre essas duas características – imediatismo na elaboração/realização e estudo de proposta/reelaboração – identifico que essa lacuna está na relação temporal, na duração de cada característica, que exigem prontidões distintas.
Enquanto observador geral existe uma tendência instigante nessa proposta que transita nesse paradoxo de relação entre essas condições, um conflito que pode gerar discussões interessantes em termos de movimento, composição e relação.
As experimentações podem focar o estudo de cada proposta, obedecendo as regras pré-estabelecidas, mas introduzindo diversas perspectivas e possibilidades de desdobramentos, intensificando esse conflito, e então pode organizar composições que explicitem ainda mais a discussão proposta com esse mapa de tradução (apropriação/antropofagia).

POR TARINA
Se entendendo…

Comunicação. Eu falo uma coisa , você entende outra. É a mesma “coisa”, mas teve que passar por um monte de filtros de associação, memórias, percepção, seu estado emocional … Nos mapas de tradução , como eu vejo, nos propusemos a estudar o processo e a forma pela qual nos entendemos. Nesse mapa, nos dividimos em três “jogadoras” e é um jogo de comunicação onde:
Jogador 1 – estuda o movimento
Jogador 2 – “traduz” o estudo do jogador um em um clichê (teatro, dança, etc…)
Jogador 3 – sintetiza a ação de jogador 2

Há a necessidade de se transformar o estudo do jogador 1 em clichê ? Porque se o nosso assunto é clichê então o foco do jogo em si teria que ser outro … Abrimos a possibilidade de repensar a ação do jogador 2 como “traduzir em algo OBJETIVO” o estudo de jogador 1, ao invés de traduzir num clichê.
Isto abre um outro lance em relação `a comunicação. O que é OBJETIVO? É um gesto? É algo que eu posso “entender” = traduzir na mente em palavras? Tem que ter dramaturgia = historinha?
E o que é SUBJETIVO? O que é que se entende/conhece/percebe mesmo quando não “entendemos”?
Qual a relação entre objetividade e subjetividade na comunicação, e o que é /tem que ser parte imprescindível para que algo seja dança, e como aí se dá a comunicação?
E como é que é possível se comunicar?…
Isto está me interessando …

POR LAURA

Tradução ou manipulação de informação

Abordamos o segundo procedimento selecionado, a tradução ou manipulação de informação. Presente na dança sempre que se pretende transmitir movimentos de um corpo para outro, suscitou algumas discussões a respeito da interpretação inerente a este procedimento. Ao ser realizado em tempo real, o que ressaltamos são as escolhas que se faz, ou que um corpo pode fazer, ao buscar se apropriar de movimentação alheia. E, a partir desta apropriação, que enfoques resultam das escolhas feitas; o que muda em termos de comunicação. Este mapa elege três possibilidades abrangentes de enfoque que delimitam um leque mais específico para as versões individuais, numa graduação que vai da comunicação subjetiva/abstrata do movimento à comunicação de uma ação física objetiva. Duas discussões são apontadas neste procedimento: uma referente às relações de co-autoria nos processos de criação, através da explicitação do recorte individual para um material transmitido (manipulação de informação) e outra relacionada à transformação de um material físico/idéia em outro/outra (tradução cênica).

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