nós 4 / elas 4

Posted in fictícios, fotos on março 13, 2010 by tarinaquelho

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limpeza

Posted in fictícios, fotos on março 13, 2010 by tarinaquelho

Complô – mesa

Posted in fictícios, fotos on março 13, 2010 by tarinaquelho

 Complô - foto Renato Paschoaleto

metapesquisa

Posted in fictícios, pesquisa continuada, textos on março 4, 2010 by laubruno

“Metalinguagem e metateatro são maneiras até certo ponto tradicionais de definir a radicalidade dessa operação (…) a finalidade aqui é apresentar o processo de leitura coletiva de um gênero, num procedimento metateatral, sem dúvida, mas que vai além quando se filia a uma tendência forte na prática teatral contemporânea, e transforma o processo de releitura no produto apresentado. Assim, o espetáculo dá conta não apenas daquilo que representa, mas da atitude dos criadores diante do que encenam, incluindo-se aí sua posição diante do texto e da atuação.” (SILVIA FERNANDES, sobre Melodrama in Na Cia dos Atores, 2006).

pós-dramático

Posted in fictícios, pesquisa continuada, textos on março 4, 2010 by laubruno

“Não por acaso, é na dança que as novas imagens corporais podem ser consideradas de modo mais claro. A dança é radicalmente caracterizada por aquilo  que se aplica ao teatro pós-dramático em geral: ela não formula sentido, mas articula energia, não representa uma ilustração, mas uma ação. Tudo nela é gesto.” (HANS THIES LEHMANN in Teatro pós-dramático, 1999)

de onde viemos

Posted in pesquisa continuada, textos on março 4, 2010 by laubruno

“O ensaio nasce com a crítica, é o gênero da critica. No entanto talvez seja preciso corrigir o que entendemos por critica. Em primeiro lugar, se o ensaio é o gênero da critica, é porque é o gênero da crise, da crise de uma certa forma de pensar, de falar, de viver. (…) A escrita é um dos lugares do ensaio. Não há dúvida de que certos modos de produção artística também são atravessados pela operação ensaio. Seria interessante, talvez, pensar a partir desta perspectiva algumas das formas artísticas mais experimentais das vanguardas históricas e de seus herdeiros. Alguns dos cineastas da Escola de Barcelona, desconfortáveis frente à distinção entre o cinema documental e o cinema de ficção, chamam de ensaio às suas produções”. (JORGE LARROSA, in Operação Ensaio, 2004).

um roteiro – v de verônica

Posted in fictícios, pré-roteiros, textos with tags on março 3, 2010 by tarinaquelho

“quase roteiro” 

Personagens:

Verônica – cantora, 35-40 anos

Mauro Merlino – crítico de música de um jornal

Produtor de Verônica

Secretária do jornal

Cena 1 – int. em um teatro – Noite

Silêncio. Subjetiva de uma platéia lotada, todos de pé aplaudindo.

Detalhes  boca de Verônica em close, segurando uma nota longa.

Olhos de Verônica. Detalhe de rosto  de Mauro Merlino na platéia.

Agora vemos Verônica de corpo inteiro, na nota final de seu bis.

Verônica (off)

Não sei como aquilo foi acontecer.

Vemos Verônica de corpo inteiro nos momentos finais de seu show. Em câmera lenta um jornal é lançado de algum ponto e atinge Verônica no rosto. Verônica cambaleia. Platéia fica paralisada e assiste sua queda. Ela bate com o rosto no chão . Som da batida. Sangra. Arrasta-se , com dificuldade para a coxia esquerda, puxa o microfone para perto de si. Platéia atônita.

Cena 2 – int. quarto de Verônica – Dia

Verônica está deitada dormindo, ainda vestida com a roupa que chegou. Toca um telefone. Verônica arrasta-se para fora da cama. Leva a mão até a cabeça.

Verônica

Ai…

Ela chega até o telefone.

Verônica (voz de ressaca)

Oi…

Voz do produtor de Verônica(do outro lado)

Verônica… Você ainda está em casa ?? O que você foi fazer! Meu Deus, você é louca…. Isto ultrapassa qualquer limite do aceitável, não sei o que posso fazer para te ajudar. Você tem um advogado??

Verônica

Hã?

Voz

Verônica!…

Verônica

Calma. (pausa) Que tá acontecendo?…

Voz

Veroniquinha, meu amor da minha vidinha, você não sabe o que aconteceu???

Cena 3 – int. no palco do teatro – noite

Mesma sequência da cena um, mas agora não é no silêncio. Vemos e ouvimos os últimos momentos do show. Boca de Verônica, olhos, detalhe do rosto de Mauro Merlino na platéia. Todos aplaudem. Ela agradece e sai para a coxia.

Cena 4  – int.no camarim – noite

Pessoas parabenizam Verônica.

Produtor de Verônica

O Mauro Merlino veio pela segunda vez querida! Acho que ele adorou…

Todos saem. Ela fica sozinha. Abre uma garrafa de champagne. Sorri , enche uma taça e brinda sozinha.

Cena 5 – int. num karaokê – noite

Verônica lê as notinhas de uma música sertaneja na tela do karaokê semi – vazio.

Pessoas urram. Aplaudem. Verônica chora de emoção.

Verônica

Eu sou cantora!!!!

Pessoas aplaudem.

Cena 6 – hall do apartamento de Verônica – dia

Verônica está chegando da noitada.

Um jornal na porta de seu apartamento.Ela abaixa e pega. Começa a separar os cadernos. Chega no caderno de cultura. Abre a segunda página e lê um título : “Verônica erra”. Fica parada lendo a matéria. Após uma pausa gira uma chave e entra em casa.

Cena 7 – int. ap de Verônica – dia

Verônica bebe um copo de whisky. Na mesinha a seu lado um castiçal de prata.

Cena 8 – ext. rua – dia

Verônica dentro de um táxi. Sua cabeça está encostada na janela lateral.

Cena 9 –  int numa redação de jornal – dia

Verônica está sentada numa banco.

Secretária do jornal( falando com uma jornalista)

Essa aí tá esperando o Mauro… Sei lá eu pra quê.

Mauro chega. Cumprimenta Verônica educadamente.

Mauro

Gostaria de falar comigo ?

Verônica assente com a cabeça.

Ele dirigi-se a uma porta ela o segue.

Cena 10 – int. um escritório – dia

Mauro senta-se em uma mesa. Verônica em frente a ele.

Verônica ( com voz um pouco enrolada, mas séria)

Porque você disse que eu errei?

Mauro (paciente)

Olha, Verônica, minha profissão é…

Verônica (o interrompendo)

Você não pode reescrever , dizendo que se enganou?

Cena 11 – int.  redação de jornal – dia

Verônica com o castiçal sujo de sangue nas mãos atravessa a redação. Todos que ali estão a observam sair pela porta principal mudos e atônitos.

Cena 12 – int. quarto de Verônica  – dia (mesmo “tempo” de cena 2)

Verônica está deitada dormindo ainda com a roupa que chegou . Telefone toca.

Fim.